Napoleão: Running Wild, Bernard Cornwell e a épica batalha de Waterloo
Postado em 06 de janeiro de 2019 @ 11:15 | 882 views


Uma boa parcela dos fãs de Heavy Metal aprendeu a absorver o gosto por História devido aos diversos lançamentos que, de uma forma ou outra, traziam (e ainda trazem!) autênticas viagens através dos tempos, falando sobre batalhas, povos e culturas antigos que se casam perfeitamente ao som de guitarras distorcidas. O Running Wild é conhecido pela temática voltada aos piratas, forjando diversos clássicos sobre o tema ao longo de mais de 30 anos de carreira.

Mas, nem só de pirataria Rock ‘n’ Rolf vive. Lançado em 1989, o disco “Death or Glory” traz a música ”Battle of Waterloo”, um épico de quase oito minutos onde é narrada a famosa batalha onde Napoleão e o Duque de Wellington transformam os campos verdes em verdadeiros atoleiros de sangue. O clima épico da faixa nos transporta imediatamente para aqueles sangrentos meses de 1814! As gaitas de fole da introdução e a batida dos tambores serviriam como trilha sonora para a batalha, assim, é claro, como a música em si. Embora a música dos alemães não tenha nada a ver com o livro de Bernard Cornwell, já que foram lançados com décadas de diferença, é interessante abordar este tipo de assunto, tão decorrente no meio Heavy Metal.

 

É interessante o enfoque dado por Rock ‘n’ Rolf ao verdadeiro perdedor desta guerra: os soldados! Confiram este trecho da música: “As guardas francesas caem uma a uma / Mas Napoleão se foi / Você sabe quem está pagando o preço? / O pequeno soldado, ele está perdido”. O “pequeno soldado”, aquele que é obrigado a dar a vida por seus generais, é o que mais sofreu, enquanto seus superiores, se ainda vivos, gozarão de todo o prestígio e fortuna. Alguém precisa fazer o trabalho sujo, não é mesmo? Anos depois Rock ‘n’ Rolf abordou outra batalha, a de “Little Big Horn”, ocorrida nos EUA em junho de 1876, no ano do Centenário da Independência do país, onde os índios Sioux e Cheyennes aniquilaram um destacamento da cavalaria norte-americana comandada pelo General Custer. Nas linhas a seguir os leitores poderão conferir a resenha do livro “Waterloo”, de Bernard Cornwell, que retrata fielmente e com os mínimos detalhes todos os acontecimentos da decisiva Batalha de Waterloo!

 

Bernard Cornwell
Waterloo

364 páginas – Tradução: Bruno Casotti
Editora Record

Bernard Cornwell, hoje com 72 anos, pode ser considerado como um dos maiores escritores da atualidade, e não é pra menos. Suas obras, de grande sucesso, não conquistaram os leitores apenas pela sua habilidade com as palavras, mas também pelo grande enfoque na história mundial, sobretudo voltado à Idade Média ou temas de caráter épico. No entanto, embora suas obras sempre envolvam fatos reais em meio à fantasia, em “Waterloo” Bernard se dedica a desvendar cada detalhe ocorrido na histórica e decisiva Batalha de Waterloo, estreando assim na área de não ficção com a mesma desenvoltura que escreve suas ficções.

Lançado recentemente no Brasil pela Editora Record, “Waterloo” é um verdadeiro achado! Para historiadores ou curiosos em geral, o livro aborda de forma fantástica a Batalha que colocou Napoleão Bonaparte de volta ao páreo, após ter sido exilado na Ilha de Elba. Em sua pesquisa, Cornwell dissecou inúmeras cartas e diários não só de Napoleão, mas também de Duque de Wellington, conhecido como “o conquistador do conquistador”, e de soldados e oficiais, resgatando assim importantes registros do dia a dia dos envolvidos.

“Waterloo” narra de forma minuciosa a saída do imperador da Ilha de Elba, sua retomada ao poder e todos os eventos que se sucederam ao fatídico mês de junho de 1814 no território belga. Iniciada no dia 15 de junho, a batalha reuniu forças francesas, russas, prussianas, britânicas, alemãs e austríacas. Os numerosos exércitos, tanto de Napoleão quanto de Wellington, tiveram seu enfrentamento final em 18 de junho, quando Wellington recebeu o apoio de 45 mil soldados do exército prussiano. No livro, todos os detalhes da batalha são contados com precisão e envoltos numa dramaticidade envolvente, como de praxe em qualquer livro do escritor britânico. É possível se imaginar no campo de batalha arquitetando cada passo ao lado de Napoleão ou Wellington de forma vívida.

Quem já conhece o trabalho de Bernard Cornwell não ficará surpreso com a qualidade encontrada aqui, e quem porventura ainda não leu nenhuma obra do escritor, “Waterloo” pode ser uma boa pedida para iniciar esta aproximação com sua fantástica coleção.

Para comprar: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=28763

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Categoria: Artigos · Livros · Resenhas


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