Eloy Fritsch celebra 25 anos do álbum “Mythology” com vídeo de “Curupira”

Com nova performance em vídeo, o músico gaúcho une Rock sinfônico e sintetizadores para dar contornos épicos à lenda do guardião das florestas.

Para lembrar que o álbum “Mythology” (2001) está completando 25 anos de seu lançamento, o compositor ELOY FRITSCH disponibiliza mais um vídeo de uma performance com seu trio, interpretando dessa vez a música “Curupira”.

“Mythology” foi um dos álbuns que ajudou a definir o estilo Symphonic Electronic de ELOY FRITSCH, fundindo a grandiosidade do Rock sinfônico com as possibilidades infinitas da síntese sonora. Ao criar faixas como “Curupira” ao lado de temas sobre a Atlântida ou deuses egípcios, o músico gaúcho coloca o folclore brasileiro ao patamar das grandes mitologias universais dentro do gênero progressivo.

Em vários de seus álbuns, Fritsch demonstra um fascínio e preocupação com a preservação da natureza. A música “Curupira” alerta que a natureza revida e se defende de quem a agride. O Curupira é o lendário guardião das florestas brasileiras, caracterizado por sua baixa estatura, cabelos cor de fogo e, principalmente, pelos pés voltados para trás, uma estratégia astuta usada para criar pegadas falsas e desorientar invasores. Como uma entidade justiceira da natureza, ele utiliza assobios agudos e ilusões sonoras para punir caçadores predatórios e aqueles que destroem a mata sem necessidade, personificando o equilíbrio ecológico e a força indomável da fauna e flora.

Nessa música, Fritsch consegue transitar entre diferentes climas incluindo um som mais sombrio da proteção da floresta até melodias mais vibrantes, quase lúdicas, representando a personalidade travessa do personagem folclórico.  Fritsch comenta sobre sua intenção composicional: “As melodias tocadas no sintetizador funcionam como a “voz” da criatura, com frases musicais que alternam entre o lúdico e o imponente. Os solos são brilhantes e agressivos, representando o cabelo de fogo e o temperamento implacável da entidade. Não é uma música puramente “zen” ou relaxante; há uma tensão subjacente que lembra ao ouvinte que a natureza, embora bela, exige respeito e pode ser perigosa”.

A música possui uma base rítmica pulsante e ágil tocada por Filipe Fritsch na bateria e Ricardo Fritsch no baixo. Como o Curupira é conhecido por correr em altíssima velocidade, a percussão simula esse movimento constante. A estrutura rítmica por vezes parece “tropeçar” ou mudar de direção subitamente, uma metáfora sonora para os pés invertidos que enganam quem tenta seguir a trilha.

Nessa obra, Eloy procura “desfolclorizar” o Curupira do óbvio. Fritsch comenta: “Em vez de usar instrumentos acústicos e regionais eu usei sintetizadores e sua sonoridade épica para representar a força da natureza, tão poderosa que ultrapassa o tempo, sendo relevante tanto na mata virgem quanto em uma era de exploração espacial”.

A “veia mística” existente no álbum “Mythology” evoluiu. Enquanto em “Curupira” Fritsch foca na entidade da terra, em seus álbuns mais recentes como “Dragons and Wizards” (2025), essa mesma energia épica é transposta para dragões, magos e o cosmos. No fundo, a essência é a mesma: usar o sintetizador para dar vida a seres que habitam o imaginário humano.

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Créditos da foto: Lauren Veronese

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WarGodsPress

Assessor de Imprensa com a Wargods Press, colaborador da revista Roadie Crew, co-autor do livro Tá no Sangue! e podcaster com o Metal Legacy.