Cianeto Discos disponibiliza seis álbuns da banda irlandesa Primordial

Lançamentos em formato CD cobrem a fase de 2005 a 2023 do quinteto de Dublin, incluindo o mais recente trabalho de estúdio.

A gravadora independente Cianeto Discos disponibiliza no mercado brasileiro uma série de seis álbuns da banda irlandesa Primordial em formato CD, cobrindo o período de 2005 a 2023 da discografia do quinteto de Dublin. Conhecido por integrar a crueza do Black Metal às melodias da música celta e a temas históricos, o grupo liderado pelo vocalista A.A. Nemtheanga tem parte substancial de sua obra agora acessível aos colecionadores nacionais através destas edições físicas.

Confira todos os itens à venda em:
https://cianetodiscos.com.br/search/?q=primordial

O pacote cronológico inicia com “The Gathering Wilderness” (2005), disco coproduzido por Billy Anderson (que já trabalhou com bandas como Neurosis e Melvins), no qual a banda consolidou sua sonoridade com composições sombrias, exemplificadas pela faixa “The Coffin Ships”, que detalha a tragédia da Grande Fome Irlandesa através de arranjos melancólicos. Na sequência, “To the Nameless Dead” (2007) ampliou a presença do grupo no continente europeu, sendo o primeiro álbum da banda a entrar nas paradas de sucesso da Alemanha. Com um processo de gravação focado em capturar a dinâmica orgânica da banda junta no estúdio, gravando a instrumentação base sem o uso de metrônomo para preservar a crueza, o álbum apresenta composições definitivas do repertório de shows, como “Empire Falls” e “As Rome Burns”, cujas letras abordam a ruína das grandes civilizações e impérios.

A temática sobre a mortalidade e os dogmas religiosos conduz “Redemption at the Puritan’s Hand” (2011). Neste registro, que marcou a primeira vez que a banda não incluiu nenhuma faixa instrumental em seu tracklist desde o disco de estreia, a sonoridade assume contornos mais ríspidos e asfixiantes, ancorados pelos riffs de faixas como “Bloodied Yet Unbowed” e “No Grave Deep Enough”. O trabalho seguinte, “Where Greater Men Have Fallen” (2014), gravado no Grouse Lodge Studios na Irlanda — mesmo estúdio já utilizado por artistas como R.E.M. e Muse —, contou com uma engenharia de som mais expansiva. A faixa-título tornou-se uma constante nas apresentações ao vivo, enquanto as demais composições refletem sobre a carnificina da Primeira Guerra Mundial e as cicatrizes do século vinte.

O período contemporâneo do grupo é representado por dois trabalhos que observam a falência das estruturas modernas. “Exile Amongst the Ruins” (2018) reduz a velocidade tradicional das composições em favor de um andamento cadenciado, com destaque para a linha de baixo pulsante e a influência do pós-punk oitentista na faixa “To Hell or the Hangman”, cuja letra explora uma trágica história real de assassinato ocorrida na Irlanda no século XIX. Fechando a série de lançamentos, “How It Ends” (2023) traz o registro de estúdio mais recente do Primordial, focado em temas de rebelião, sobrevivência cultural e a iminência de conflitos globais, destacando o ritmo percussivo na música “Ploughs to Rust, Swords to Dust”.

Ouça “Ploughs to Rust, Swords to Dust”:

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WarGodsPress

Assessor de Imprensa com a Wargods Press, colaborador da revista Roadie Crew, co-autor do livro Tá no Sangue! e podcaster com o Metal Legacy.